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| Estamos na era tecnológica e portanto, nos adaptemos a ela o quanto pudermos! |
Qualquer pessoa que, tenha
mais ou menos a minha idade (50) vai entender perfeitamente o que vou criticar
aqui:
Por que, caros leitores, a
contemporaneidade é tão implacável em maltratar os mais favorecidos em anos de vida?
Quando a mídia da minha
época de adolescente (só rádio, TV, revistas e jornais) anunciou a chegada do
celular: “Seria um telefone aonde poderia ligar e atender de qualquer lugar,
sem a necessidade de um fio!”, eu fiquei pasma! Tanto que, tempos depois, quando
estava voltando do colégio para casa, dentro de um ônibus, avistei um homem na
rua falando com algo que parecia um telefone. A princípio, achei que ele era
louco, depois, fiquei procurando o fio e só quando cheguei em casa e comentei
com meus pais, a “ficha caiu”: era o tal celular anunciado!
O CD foi outro. Como
caberia o tanto de música de um vinil, considerado grande, em um CD 3X menor? E como
tocaria sem agulha? E como apareceria o número da música escolhida, no aparelho
e acessar direto nela?
Mas, o pior foi quando
surgiu o media player. Nesta época eu
já era professora e precisei de um aluno para me explicar com paciência, tempo e
detalhes (porque escola é uma troca – alunos aprendem conosco e nós com eles): Como
eu conseguia ouvir uma música sem fita cassete ou CD (na época, já acostumada
com ele)? Por onde o som acontecia, ia, passava e como eu conseguia ouvir? Ele
demorou a explicação e acho que ele pensou em perguntar: “Entendeu professora? ... Não? ... Quer
que eu desenhe?”
O mais engraçado foi um
dia, dando aula em uma turma da 8ª série, hoje 9º ano. A matéria era MPB dos
anos 30, 40 e 50. Conteúdo nada atraente para alunos desta idade. Então,
procurei dividir o tema em grupos (para a aula não ficar ainda mais enfadonha,
somente eu falando sobre o assunto) e na aula seguinte eles apresentariam os
cantores, as músicas e a história das épocas dos anos 30, 40 e 50.
No dia da apresentação, quando o 1º grupo foi expor as músicas da década designada, notei que, um dos integrantes simplesmente estava com 2 caixinhas de som soltas. Eu perguntei:
No dia da apresentação, quando o 1º grupo foi expor as músicas da década designada, notei que, um dos integrantes simplesmente estava com 2 caixinhas de som soltas. Eu perguntei:
- É... Pessoal... Eu não
to entendendo! Como vocês vão tocar as músicas, nestas caixinhas soltas de
computador?
Um aluno, da última
fileira, gritou e riu alto, ao mesmo tempo:
_ Ê professora... Fica
ensinando estA coisA antiga aí, de música de velho e não sabe daS modernidadE!
Toda turma gargalhou e eu
não controlei a risada também. Mal eu sabia aquele tempo, que as caixas
poderiam ser ligadas em outros aparelhos eletrônicos menores e não apenas em
computadores com CPU e monitor.
Vivi em uma época que os
aparelhos eletrônicos e tecnológicos eram grandes, pesados e lentos.
Lembro de fazer gravações,
para trabalhos da faculdade, com 1 aparelho de som, portátil, da marca
“Polyvox”. A gente chamava gravador e ele, apesar de ser portátil, era enorme e
pesado, mas, muito forte. Derrubei o monstrengo, certa manhã, do alto de uma
escada de uns 20 graus, mais ou menos, e ele chegou ao último, ou melhor, 1º degrau degrau ileso!
Também me recordo do 1º
computador XT que eu e meu marido compramos. Foi a maior sensação! Nós ficávamos,
no mínimo, 15min. esperando para abrir cada tela, de fundo verde escuro. Não havia imagens e as letras, se não me engano, eram brancas. E tínhamos a maior
paciência do mundo em esperar a “boa vontade” da máquina.
Hoje, nem pensar! Tudo é
extremamente célere!
E aonde, afinal, entra o TOUCH nesta história toda? Na raiva
tamanha de digitar em aparelhinhos de celular contemporâneos e na falta de
paciência que tenho com eles. Não tem
uma santa vez que eu não erro, pelo menos, 3 palavras de 5 que digito. Troco
sempre “o” pelo “i”, o “i” pelo “u”, o “n” pelo “b” e vice-versa, pois, são
teclas que estão muito próximas umas das outras e é incrível, porque, sempre
estou com extrema pressa. Além de, qualquer toquinho errado “puf” vai para
“outra dimensão” menos para aba que eu quero.
Tive que comprar a “praga touch”, mas, eu não queria! Fui usando o
celular antigo de teclinha até eu não conseguir mais ser ouvida pelas pessoas
que eu ligava, então, aposentei o meu “herói”. Com o tempo, fui encontrando tantas maravilhas neste aparelho, descobrindo o quanto ele é capaz, que agora, não vivo sem ele!
Contudo, por que, antes, eu
tinha mais paciência de esperar e agora não? A tecnologia avança e nos
beneficia, mas, ao mesmo tempo, queremos sempre tudo “para ontem”!
Porém, sou grata de
nascer em uma época na qual pude e posso presenciar tantas mudanças que
beneficiam a humanidade. Não seria tola em afirmar que gostaria de nada disso
ter acontecido. E me esforço, dia a dia, para não ficar aquém.
Conheço pessoas, até mais
novas do que eu, mal sabem ligar o computador ou mexer no Word. Também, não
querem aprender. Como se a máquina fosse um “bicho papão”!
Estamos em um período que,
se não nos reciclarmos ficaremos muito para trás, tornar-nos-emos medíocres,
facilmente manipulados e enganados, pois, estaremos desprovidos de acesso a
diferentes e importantes informações e conhecimentos. Precisamos tentar
alcançar o mínimo de progresso, mesmo “trocando” todas as letras do alfabeto,
ao digitarmos uma pequena mensagem no celular.




Oi Aline muito bom,principalmente a parte q poderemos nos tornar medíocres e manipuláveis!
ResponderExcluirObrigada Luiz / Bia ... voltem sempre!
ExcluirMãezinha, você está se saindo muito bem na era "touch", tem até um blog que pode ser visualizado por milhares de pessoas. Parabéns ^^
ResponderExcluirObrigada minha querida! Volte sempre!
ExcluirEstamos vivendo em uma época incrível. Há uns 25 anos atras tudo caminhava a passos de tartaruga e nunca sequer imaginávamos que o mundo de 2016 seria assim.
ResponderExcluirSim! Com certeza!
ExcluirParabéns Aline MIlk. Cronica muito boa.
ResponderExcluirMuito obrigada e volte sempre!
ExcluirMãe chorei de rir com esse principalmente porque lembrei que muitas de suas msgs exigia um grande esforco para serem disifradas, eu sempre perguntava pro pai - do que a mãe Está falando? Hahahahhaha te amo
ResponderExcluirEehehehehe...Obrigada... também TE AMO!
ExcluirMuito bom. Me vi em casa situação apresentada, sofri horrores no início, agradeço a meus filhos pela ajuda para minha adaptação...
ResponderExcluirAhahaha... ainda sofro, mas, cada vez me adapto melhor a nova era :D
ExcluirMuito bom. Me vi em casa situação apresentada, sofri horrores no início, agradeço a meus filhos pela ajuda para minha adaptação...
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